Inquietação
Uma inquietação estranha me move. Acorda-me no meio da madrugada, me deixa ligado, pensando, pensando... Então de manhã eu sinto muito sono. Culpa desses arroubos de reflexão durante as madrugadas. Essa inquietação vira e mexe me ataca. Ás vezes estou zen, tranquilo. E, de repente, meu coração dispara. Meus ouvidos ficam mais aguçados, minha mente parece descobrir novos detalhes até então despercebidos nas paredes da casa. Então eu começo a pensar em coisas tão distintas quanto um sonho que tive aos dez anos de idade ou o que prepararei para o almoço. Ás vezes penso em quem já morreu. O que será a morte? É a única certeza dessa vida e na realidade ninguém sabe bem o que é. As funções vitais cessam. Ok. Mas e a consciência? Essa coisa tão grandiosa e cheia de mistérios que é pensar. O que acontece com ela? Ela simplesmente cessa assim como o fígado e os rins? Talvez sim. O ser humano tende a se achar grande coisa. Mas acho que ele é. Ou não é? Um átomo no universo ou um ser dotado de alma. Ou as duas coisas? Esse texto é fruto desta inquietação estranha que move a mim e a todos os outros seres humanos. Essa inquietação que faz amar e odiar. Destruir e construir. Embelezar e enfear. Não tem escapatória, a inquietação humana gera todas as dualidades da vida.




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