Enquanto o Mundo Explode


Sábado , 29 de Janeiro de 2005


Embaixador Beckandroll

Como não é mais necessário dominar a língua inglesa para seguir a carreira (opa!) diplomática estou pensando seriamente em me candidatar a uma boquinha dessas no Itamaraty. Banquetes pantagruélicos, convescostes animados e orgias nababescas devem fazer parte da rotina de um diplomata, sem esquecer, obviamente, as mulheres, mansôes e dólares, muitos dólares. Há sempre o risco de um atentado, é verdade. Mas aqui no Brasil a bala tá correndo frouxa faz horas e nenhuma me pegou ainda. Jamaica e Holanda! Me aguardem!

Escrito por béquenrou às 17h16
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Domingo , 23 de Janeiro de 2005


Tarde de domingo (cervejas, cadáveres, café...)


Olhei ao redor e senti o mundo girar. As cervejas que eu tinha tomado começavam a fazer efeito. Era gozado, nos últimos meses eu passava os dias inteirinhos bebendo sem sentir sequer uma tonturinha. Lá pelas seis da tarde parece que todas elas resolviam fazer efeito ao mesmo tempo. Gozado, tempos estranhos. Resolvi dar uma volta pela praça e chegar num café. Lá estavam Dirty Harry e Paul Kersey tomando um cafezinho na mesa seis. Sentei bem atrás deles e fiquei ouvindo o que conversavam. Falavam sobre armas e as diferentes expressões que os homens tinham ao morrer. Dirty falou que certa vez ao matar um homem de origem latina os olhos do cara tinham saltado pra fora em torno de cinco centímetros e depois ricocheteado de volta para dentro das cavidades oculares. Kersey lembrou de uma vez que matou uma prostituta que tentava acertá-lo com uma navalha. Segundo ele ao acertar um balázio bem entre os olhos da piranha sua menstruação descera toda, formando uma poça de sangue fedorento em torno do corpo. Interessante acompanhar a conversa desses dois matadores sangue frio. Eles falavam de cadáveres e tripas escorrendo como se falassem de uma luta de boxe ou uma rinha de galos. Eles tinham o distanciamento necessário a quem exerce uma profissão. Invejei terrivelmente os dois. Como escritor dificilmente eu conseguia manter-me afastado, passionalmente falando, dos temas que eu tratava. Muitas vezes, como no caso de uma baranga que eu havia comido, eu sentia uma necessidade louca de destruir com palavras aqueles que me faziam sofrer - e aqueles que me faziam sorrir – já que eu não poderia destruí-los de fato, sob o risco de ver o sol nascer quadrado eternamente. A destruição interminável, que acabava e reiniciava no segundo seguinte, era uma constante na minha vida. Assim como as cervejas que eu tomava e não faziam efeito, parecendo esperarem estarem todas unidas e fortes para me derrubarem no final da tarde. Mas elas nunca conseguiam. Era só dar uma chegada no café e ouvir Dirty Harry e Paul Kersey conversando. Ao longe, Clint Eastwood e Charles Bronson vinham de mãos dadas. Passaram em frente ao café e saíram fora do meu campo de visão, com suas sombras se estendendo para além do infinito, naquele fim de tarde onírico e agradável. A tontura já estava passando. Era hora de pedir mais uma cerveja gelada.


Marca-Texto: "Oh, lúgubre e terrível mancha de Horror e de Crime, de Agonia e de Morte!" - Edgar Allan Poe, em "O Gato Preto".

Escrito por béquenrou às 14h09
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Terça-feira , 18 de Janeiro de 2005


A culpa é de quem?

Nesses tempos malucos do Brasil, onde Marcelo D2 faz propaganda de cerveja e Roseana Sarney será ministra do governo do Partido dos Trabalhadores (opa!) sinto-me como se tivesse sido congelado no início dos anos 90 e agora, sem aviso prévio, nem um cafuné antes, fosse colocado no microondas (não confundir com o instrumento usado para matar Tim Lopes).

Então me quedo perplexo e incrédulo. Porra, eu não votei no Lula e no PT pra colocarem uma Sarney no ministério, caralho!. O clã dos Sarney representa o que há de mais podre nesse país. As velhas oligarquias medíocres e incompetentes. Basta lembrar, que, na transição para a democracia, o então presidente José Sarney não conseguiu nem ao menos ter um candidato seu, sob pena do pobre diabo ficar estigmatizado para sempre. Ninguém queria estar ligado a Sarney e seu governo desastroso. 15 anos depois o que se vê e que os Sarney continuam mais inluentes do que nunca. E justamente no governo do PT! Mesmo que Roseana não vá para o ministério, só o fato de se cogitar esse descalabro já coloca por terra toda e qualquer expectativa a respeito do governo Lula.

Marcelo D2 pra minha geração foi tudo. Um cara extremamente corajoso e talentoso que botou a boca no trombone contra a hipocrisia que cerca a maconha. Um cara revolucionário, líder de uma banda revolucionária, incendiária (ops!) que abalou completamente as estruturas da sociedade brasileira e sobretudo do rockandroll nacional. E muito do trabalho do Planet Hemp foi baseado (uepa!) na contradição que existe em se tolerar o álcool, que é uma droga devastadora, e não se aceitar a maconha, que é uma droga levinha, levinha. Essas coisas me chateam e me fazem sentir como um peixe fora d’água. Cadê aquele discurso que empolgou minha geração? "são dez mil anos de uso sem sequer uma morte". Algo que não pode ser dito em relação ao álcool que mata no trânsito brasileiro mais do que muitos conflitos que ocorrem todos os anos em todo o mundo. Dói ver Marcelo D2 vendendo cerveja na televisão. É como se minha geração estivesse definitivamente morta e enterrada. O público que acreditava no Planet Hemp, levava a sério as letras da banda, como esses dois trechos reproduzidos abaixo:

"O álcool mata bancado pelo código penal
Onde quem fuma maconha é que é marginal"
Legalize Já

"Desde pequeno você é induzido a fumar, induzido a beber e vendo a tv falar

Digam não às drogas, use camisinha e para de brigar

Mas beba muito álcool até a sua barriga inchar"A Culpa é de Quem?

E agora vê o cara que era a personificação do Planet Hemp fazendo exatamente o contrário do que dizia.


Trecho de entrevista

- Béqui, te consideras um metrossexual?

- Metrossexual??? Não, não. O meu pinto não chega nem a meio metro.


Ônibus

"O pior do ônibus nem é andar espremido ou andar de pé, dependurado naqueles ferros que mais parecem galhos operários. O pior é aguentar a ladainha dos outros passageiros." – Tio Nani.

Lembrei dessa pérola de sabedoria nessa semana ao ouvir uma putinha que vinha alegre e serelepe no ônibus, rodeada de machos por todos os lados como uma ilha lasciva. Ela girava rápido a cabeça para todos os lados, sacodia pulseiras, brincos, cabelos, piscava os olhos e sorria, sorria muito, enquanto era cortejada por três rapazes. Lá pelas tantas soltou: "Prefiro levar chifre de um cara legal do que a fidelidade de um otário". Essa sabe das coisas.


Marca-Texto: "Um estrondo terrível e os testículos explodiram espirrando espermatozóides para todos os lados. Os bilhões de espermatozóides zuniam nos ares velozmente, e rodavam formando imensos redemoinhos. A multidão corria em pânico e uns pisavam sobre os outros. Os bilhões de espermatozóides, que giravam os seus flagelos e deslizavam com sua minúscula cabeça, batiam na cúpula de concreto, que abriu se rachando e as paredes da cúpula ruíram" – José Agrippino de Paula, no fantástico livro PanAmérica, publicado em 1967.

Escrito por O marginal Beckandroll às 17h32
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Quarta-feira , 12 de Janeiro de 2005


Cheguei em casa com o sol ardendo, havia saído mais cedo naquele dia. Entro pela porta principal e encontro a casa revirada: cuecas por cima do abajur, peixes fora do aquário, cerveja dentro do forno, meu baseadinho apagado em um sabonete. Ai, que droga! O pior é que eu não lembrava minimamente o que acontecera na véspera. Essa noitadas ainda iriam me matar. Olhei para o relógio e ainda não eram 19 horas. Quer saber duma coisa? Eu vou arrumar essa bagunça em menos de 10 minutos. Sim, eu estava decidido: Iria arrumar aquela bagunça em apenas dez minutos. Acendi um crivo. Liguei a TV. Peguei o jornal. Endireitei os óculos. Tirei um tatu do nariz. Arrotei. Tomei um gole de cerveja. Sorvi o chimarrão. Passaram dez minutos, vinte minutos, 30 minutos, quer dizer, passou muito tempo, eu acho, e somente lembro de acordar à noite, não tenho a mínima noção se era logo após o entardecer ou alta madrugada, no meio de um descampado, sob uma chuva rigorosa. Olhei ao redor e não entendi porra nenhuma. Então caminhei. Caminhei. Caminhei. Cheguei novamente em casa. Entrei dessa vez pela porta dos fundos. A casa agora estava completamente organizada. Cada coisa em seu lugar. Foi espantoso. Nunca nenhuma casa onde morei fora parecida com aquela. Nunca! Normalmente, eu vivia entre bitucas de cigarro, garrafas vazias (algumas pela metade) de cerveja, calcinhas de algumas mulheres que eu mandava embora logo depois de gozar, enfim, bagaceirada total. Senti algo estranho quando vi meu mundo transformar-se daquela forma. Temi. Pois daquele dia em diante eu nunca mais sairia de casa, não conseguiria. Eu jamais deixaria de pensar no que havia acontecido, por anos a fio, aquilo repetindo-se em minha mente como um mantra nocivo. E isto era apenas o começo, talvez por ser um cagalhão eu já me quedava em desespero com algo tão insignificante. Ah, se eu soubesse o que viria depois. Como? Como? Como era possível que acontecesse algo terrível e inexplicável na vida de uma pessoa naquela magnitude que ocorrera comigo? Como? Ah, mas eu sou um merda mesmo, ainda nem havia acontecido o mais grave. Eu só queria respostas. Apenas respostas. Num dia de dezembro chegou a resposta. Numa tarde chuvosa chegou em minha casa um homem com uma bela capa de chuva. Aparentemente o homem parecia ser conhecido meu, mas não consegui reconhecê-lo imediatamente. Entregou-me um envelope amarelo, bonito, e que, estranhamente, também parecia-me familiar. Abri cuidadosamente e retirei a pequena folha branca que estava lá dentro. Lá dizia. "Sinto muito, meu amigo, mas tenho que lhe confessar algo. No dia em tu foste retirado do teu lar e acordaste no meio do mato, algo muito sério aconteceu. Descobrimos que tu és um bom homem. Descobrimos. No entanto, além de bom, tu és um fraco. Não podemos aceitar isso. Jamais toleraremos homens bons, porém fracos, em nosso meio. Sobretudo pela missão que te foi designada neste plano. Vá até o espelho. Algo mais condizente contigo te aguarda." Eu cada vez entendia menos o que estava acontecendo e a essa altura minha cabeça já estava explodindo, assim como meu estômago parecia estar se auto-devorando. Obedeci a merda da carta, pois não me restava escolha, algumas noites atrás eu estava aqui tomando uma ceva e organizando as coisas e agora estava de volta com a casa toda arrumada e nenhuma ceva na geladeira pra tomar. Percorri o corredor úmido e fedorento que levava ao único cômodo que possuía espelho na casa. Entrei e fechei a porta, não estava afim que aquele imbecil de capa de chuva me apunhalasse pelas costas, e, caralho, eu ainda não conseguira me lembrar de onde conhecia o tipo. O fedor na sala escura e pouco arejada estava insuportável, comecei a vomitar instantaneamente. Fiquei ajoelhado diante do espelho acho que por uns 3 minutos até conseguir recompor-me um pouco. O fedor persistia, mas com menos intensidade agora, provavelmente minhas narinas já haviam se habituado. Eu já havia me habituado a cada coisa na vida, não seria um mísero fedorzinho que me derrotaria. Finalmente, consegui ficar de pé novamente e olhar pra bosta do espelho. Que merda, afinal o que eu estava fazendo, obedecendo uma porra duma carta que fora entregue por um cara de capa de chuva e que eu não conseguia lembrar de onde conhecia. Senti minha face corar de vergonha, que ser estúpido afinal eu era? Eu precisava acabar logo com essa merda, me posicionei em frente ao espelho e olhei. Vi o nada. Vi o escuro absoluto. Nada mais faltava acontecer na minha vida. Lembrei-me de uma pequena janela que pelos meus cálculos deveria estar situada à minha esquerda. Saí tateando as paredes até que a encontrei, havia uma cortina, puxei-a com força, a luz de um poste que ficava na esquina invadiu a pequena sala e refletiu no espelho. Voltei-me em direção a ele e olhei para meu rosto refletido. Desta vez conseguiria decifrar o mistério. Horror! Terror! Pânico! Cravei as unhas em meu rosto e arranquei praticamente toda a pele que ficava entre os olhos e o queixo. Urrei como uma besta pavorosa. A porta escancarou e quebrou-se inteira na parede com um golpe do cara da capa de chuva, ah, meu deus, ele... agora me lembrava... ele tinha a minha cara! É, simplesmente indescritível a sensação de se ver alguém com a sua cara! Olhei novamente para o espelho enquanto meu clone gargalhava e fitei mais uma vez meu rosto agora descarnado. Eu me transformara em Luiz Inácio Lula da Silva.

Escrito por O marginal Beckandroll às 17h19
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Segunda-feira , 10 de Janeiro de 2005


notas malditas


Pensamentos inconvenientes

É claro, naquele dia eu havia ficado pensando, pensando muito, durante todo o tempo em que estive acordado e chegara a uma conclusão. Era um mero repassador de recursos. Sim. Eu existia apenas para trabalhar, consumir e pagar impostos. É uma boa questão, não é? Afinal, o ser humano está na terra para o que especificamente? Noooooooooossa, tá parecendo papo de crente ou sei lá o quê!


 Sedas...

Essa noite foi especial. Bebi algumas doses e depois fumei uma vela. Dessa vez numa seda "SMOKING" que queima muito mais devagar. Ultimamente estive fumando em uma seda Piazito. Uma bosta. Queima rápido demais e não pára de queimar. Se tu deixa no cinzeiro ela queima até o fim, coisa que não ocorre com as sedas smoking, que apagam logo após deixarem de ser tragadas.


Tarde divertida

Ontem passei horas numa lan house. Sem dúvida foi uma tarde memorável. Há muito tempo eu não fazia isso. A galera jogando Counter Strike e gritando na volta, sabe foi uma coisa de calor humano mesmo. Parecia que eu estava no meio de uma torcida num estádio completamente lotado. De repente olho para o lado e vejo uma pessoa idêntica ao Nei Gonçalves Dias, trajando uma camiseta do Grêmio. Aproximo-me e pergunto com ar angelical: O senhor é parente do Nei Gonçalves Dias né? O cara me olha e dá uma rabanada falando: vai te fuder Ô coloradinho de merda. Tá pensando que eu sou a dona chica??? Hein, tá pensando o que rapá???? Olha! EU VOU TE DIZER QUE EU NÃO TÔ NEM AÍ PARA O QUE AS PESSOAS ANDAM DIZENDO DE MIM"! ÉÉÉÉEÉÉ. Ele só podia ser louco. E um louco idêntico ao Nei Gonçalves Dias. Nesse exato momento o Foo Fighters inicia o show e pela porta lateral esquerda entra aquele empresário do Mike Tyson................. Ele pega uma cerveja e despeja na cabeça do cara que fez o andróide numa das continuações de Alien.


 O filho do autor, a bichinha e eu

Eu tinha um amigo que era filho do autor do hino de uma cidade no interior do rio grande do sul. Ele era super esquisito. Hoje em dia tem uma banda de punk rock. A irmã dele era uma patricinha que voltava da faculdade na mesma van da minha esposa. Sem dúvida, uma família feliz;. Quando criança eu costumava passar tardes inteiras jogando atari na casa do tal garoto. Tínhamos ainda um terceiro amiguinho, que já era fresquinho. Mais tarde se comprovou. Ele trocou o nome para Regina e hoje em dia assumiu completamente sua homossexualidade.


Ata de uma seita

Caros amigos,

Estive refletindo de forma sobre humana nestes últimos dias, sobre o problema que nos aflige comumente. Pensei cá com meus botões e cheguei a uma terrível conclusão. Não que eu não tenha passado noites insones enxergando em cada sombra do quarto os mais dantescos demônios. Uma luta inglória entre dois de mim. Como se duas personalidades absolutamente distintas habitassem minha alma. Sensação pavorosa de se sentir. Não foi algo fácil chegar até essa clareza sensorial em relação ao mundo em que vivemos. No entanto, agora eu a tenho. Finalmente, posso falar-lhes com uma convicção de Cristo. Enfim amigos, para salvar a humanidade, transpor todos os obstáculos e encontrar a LUZ, devemos devorar Karine.

Escrito por O marginal Beckandroll às 14h43
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Sexta-feira , 07 de Janeiro de 2005


no peito de um blogueiro maldito também bate um coração

"Perdoa o que puder ser perdoado, esquece o que não tiver perdão" – EngHaw, na música Perfeita Simetria

Tenho pautado minha vida nos últimos dias por esse bom conselho. Tomo meus porres, fumo compulsivamente cigarros da Souza Cruz e maconha. Procuro perdoar e esquecer. No auge dos meus delírios canabinóicos e etílicos chego a pensar qual é meu papel aqui na Terra. Logo eu. O mais cético entre os céticos. O mais decepcionado com a humanidade. O mais resignado com a precária condição humana. Andei refletindo sobre as coisas da alma. Sobre as coisas do coração. Não cheguei a nenhuma conclusão, pelo contrário, as dúvidas e as incertezas aumentaram e aumentam mais e mais, mas, pelo menos pensei em coisas que durante muito tempo estiveram escondidas no lado mais obscuro e empoeirado da minha mente. Uma onda gigante pode ceifar milhares de vidas. Uma palavra dita sem sentir, somente pelo mórbido prazer de afirmar superioridade e subjugar, pode estragar a mais linda das histórias. Uma guimba de cigarro propositadamente jogada numa poça de gasolina muitas vezes é a única decisão que consigo tomar. E cada vez mais, com mais força e sobriedade, convenço-me que todos aqueles meus velhos conceitos sobre a humanidade foram embasados na minha experiência pessoal, de estar vivo nesse mundo enquanto ele explode, interagindo com o ambiente, com as pessoas, vivendo... A humanidade sou eu. Não pode ser diferente, sou um indivíduo. Sou indivisível e não consigo imaginar como pensa outra pessoa, apesar das reações de cada ser humano serem sempre muito parecidas. A eterna e inata condição de isolamento. Estou enclausurado. E sou meu próprio claustro. E sou meu próprio carcereiro. Eu sei que nada nesse mundo é simples, atá as mais corriqueiras ações do dia a dia estão recheadas de detalhes que podem passar despercebidos e acabar fazendo tudo dar errado no final se não se der a devida atenção. É verdade, nesse mundo nada é simples, mas nem por isso difícil. O que acontece é que a tendência a dificultar parece ser da natureza humana. Estou condenado ao erro. E isso, meus amigos, e imutável.


FRASE DO DIA: (entre um copo e outro) "Não te devo explicações e tu não me deve explicações" - Sérgio, um dos bêbados do Boni, num profundo momento de reflexão etílica, sentenciando sobre o fato de ninguém ter nada a ver com a vida dos outros.

Escrito por O marginal Beckandroll às 10h59
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Quarta-feira , 05 de Janeiro de 2005


Algumas considerações sobre esse blog e a compulsão por deletá-lo

Buenas, o blog sofreu algumas alterações, o template já não é o original, todos os posts estão na página principal, eu sei, pode demorar pra carregar um pouquinho, mas phoda-se. Desde o primeiro post (desse volume) sobre a chinelagem que TanTan e Denny aprontaram pra cima de mauá até uns contos malucos e a republicação da história do Marmita, que foi originalmete publicada na segunda versão do blog quando o endereço era blog.uol, estão todos na primeira (e única) página. Aproveito e faço um apelo, quem tiver posts do EOME (duvido que alguém tenha) por favor envie para o meu email beckandroll@hotmail.com. Sou um cara tão confuso e desorganizado que além de ter perdido a MINHA memória, assim como outras importantes funções mentais, perdi também a maioria dos arquivos do ENQUANTO.


Rápida história desse blog maldito, odiado e esculhambado pacarai

Comecei a blogar aqui no UOL, depois de uma tentativa infrutífera no POP, no dia 13 de fevereiro de 2004 como consta lá em riba. Bueno, o post inaugural foi sobre o disco inaugural do Nirvana, grande influência desse blogueiro. Então, como eu tava no zip.net o espaco (1Mb) acabou em torno de 2 meses. Daí fiz o blog no outro endereço (blog.uol) com mais espaço. Bloguei tranquilamente, arrumei uns dez mil inimigos e num belo dia cansei, bateu a síndrome de Kurt Cobain, tava achando o blog um saco porque tava com mais de 40 comentários por post, sendo na sua grande maioria beijos de todos os tipos (não que eu não goste de beijo, muito pelo contrário, inclusive como esse post tá uma merda, mandem beijos, beijos, milhões de beijos!!!) Bueno, eram beijos no pau, beijos na boca, beijos na bunda, BEIJOS NO OLHO DO CU, e, evidentemente, beijos para o meu pai, pra minha mãe e pra você. Que saco isso! Mas não é qualquer saco, era um BAITA DUM SACO ESCROTAL DE TRÊS BOLAS E 32 PENTELHOS ENCRAVADOS. Haja saco. Como não tenho todo esse saco entrei aqui nessa porra e deletei tudo. Dois dias depois, minha incrível, incontrolável e narcisistíca compulsão em me expressar falou mais alto e blog voltou ao ar, dessa vez no zip.net, mas com a diferenca de que eu havia me livrado de mais da metade dos chatos que entravam aqui pra mandar beijinho Comuniquei apenas os bons amigos sobre o novo endereço (nem tão novo assim, foi onde tudo começou) e senti-me outro homem.


Esse blog anda tão decadente que chegou ao ponto de ficar falando sobre ele mesmo, coisa que acho ridícula, e que os órgãos de imprensa convencionais adoram fazer. No entanto, venho resistindo bravamente ao impulso de deletá-lo.


Marca-texto

O marca-texto de hoje vai para o Santo Aleixo (http://aleixo.zip.net), que dia desses publicou uma série de frases sobre bebidas alcoólicas

Vou reproduzir de memória (aquela que não tenho mais), pois não estou com o livro aqui, perdoem qualquer erro e por favor me corrijam.

"O trabalho faz os dias prósperos, o vinho faz os domingos felizes" – Charles Baudelaire


Nota de falecimento no Orkut

Saí novamente do Orkut, aquele supermercado de gente! E cadastro precioso do Google. Não me perguntem por quê. Já que tenho conseguido controlar meus ímpetos de deletar esse blog-chinelagem, acho que canalizei para o Orkut. (hauahauahauahauahu)

Escrito por O marginal Beckandroll às 16h03
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